A nossa história no jornal Bom Dia | Minha História

Há uns meses, sentei-me com a minha sogra e fiz-lhe uma pergunta simples: como tinha sido a infância dela no Covão do Lobo, uma aldeia do distrito de Aveiro. Não esperava grande coisa. Ela falou durante horas.

Contou-me histórias que eu nunca tinha ouvido. Coisas que tinha guardado, sem nunca as ter dito a ninguém, durante décadas.

No fim, disse uma coisa que não me sai da cabeça: «Nunca pensei que a minha vida pudesse interessar a alguém.»

A verdade é que ninguém, em toda a vida dela, lhe tinha feito aquela pergunta.

Marvin e Sara Munos, fundadores da Minha História
Marvin e Sara, onde tudo começou.

Foi nesse momento que percebi uma coisa maior. Cada família emigrante carrega uma biblioteca inteira que ninguém leu. Relatos de quem atravessou a Europa com uma mala, trabalhou em obras e fábricas, manteve laços com a terra natal e construiu comunidades longe de casa. Memórias preciosas que, quando a geração que as guarda parte, partem com ela. Para sempre.

Foi por isso que criei a Minha História: para transformar essas memórias em livros de capa dura, de forma simples, sem ser preciso saber escrever nem dominar tecnologia. Tudo acontece pelo WhatsApp, ao ritmo de cada um.

O Bom Dia contou a nossa história

Esta semana, o jornal BOM DIA, o primeiro jornal da diáspora portuguesa, dedicou um artigo ao projeto. Para mim significa muito, porque o Bom Dia fala precisamente para as famílias cujas histórias queremos preservar.

O artigo conta como tudo começou, fala da minha sogra e daquilo que move a Minha História: a convicção de que vidas aparentemente comuns escondem relatos extraordinários, e que vale a pena registá-los antes que se percam.

Ler o artigo completo no Bom Dia →

E a sua família?

Se há na sua família alguém com histórias por contar, um avô, uma mãe, um tio que emigrou, talvez seja o momento de fazer a pergunta. Nós tratamos do resto.

Saber como funciona

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