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A Minha História no jornal BOM DIA: dar voz às histórias da diáspora portuguesa
Tudo começou com uma pergunta sobre a infância numa aldeia de Aveiro. Em maio de 2026, o jornal BOM DIA contou como essa conversa familiar deu origem a um projeto dedicado a preservar histórias, fotografias e vozes em livro.
8 minutos de leitura · Marvin Munos · Atualizado em 7 de julho de 2026
O jornal BOM DIA apresentou a origem da Minha História: uma conversa de Marvin Munos com a sogra sobre a infância no Covão do Lobo, no distrito de Aveiro. A publicação explica como o projeto passou dessa conversa familiar para um serviço que recolhe memórias por WhatsApp e as transforma num livro de capa dura, revisto em português, com fotografias e QR codes para ouvir a voz original.
Uma notícia de imprensa não substitui a experiência de cada família. Mas pode tornar visível uma necessidade que atravessa muitas casas portuguesas: há histórias conhecidas apenas por fragmentos, sem datas, sem nomes e sem a voz de quem as viveu.
É por isso que esta publicação teve um significado especial para nós. O tema não é apenas um livro. É a possibilidade de filhos e netos compreenderem melhor as pessoas que vieram antes deles, em Portugal ou no estrangeiro.
Onde tudo começou
Uma pergunta sobre a infância no Covão do Lobo
A Minha História nasceu quando perguntei à minha sogra como tinha sido crescer no Covão do Lobo, uma aldeia do distrito de Aveiro. Esperava algumas recordações curtas. Em vez disso, ela começou a falar durante horas.
Vieram histórias de infância, família, trabalho, vizinhança e vida na aldeia. Não eram acontecimentos conhecidos do público. Eram detalhes que pertenciam à família e que nunca tinham sido reunidos num só lugar.
Esta experiência mostrou-nos que muitas pessoas não recusam contar a sua vida. Muitas vezes, simplesmente nunca receberam uma pergunta concreta, feita com tempo e verdadeira curiosidade.
Na página Sobre a Minha História, explicamos com mais detalhe como esta experiência familiar se transformou no projeto.
“Nunca pensei que a minha vida pudesse interessar a alguém.” Frase recordada por Marvin Munos após a conversa que deu origem à Minha História.
Cobertura de imprensa
O que o jornal BOM DIA contou sobre a Minha História
A publicação apresenta o nascimento do projeto, a ligação à família portuguesa e a vontade de guardar as histórias da diáspora em livro.
Uma conversa familiar transformada num projeto para guardar histórias da diáspora portuguesa
O texto parte da conversa com a sogra portuguesa de Marvin e explica como a ideia evoluiu para um processo feito à distância, através do WhatsApp.
A publicação destaca também o valor da voz, das fotografias e das memórias de emigrantes portugueses que vivem entre países, línguas e gerações.
Abrir o artigo originalUma realidade partilhada por muitas famílias
Porque as histórias da diáspora chegam tantas vezes em pedaços
A emigração é frequentemente resumida a uma partida, um emprego e um regresso no verão. A vida vivida entre esses momentos é muito mais ampla.
Os detalhes ficaram por perguntar
A família conhece a aldeia de origem ou o país de destino, mas nem sempre sabe quem ajudou nos primeiros dias, como era a primeira casa ou qual foi o momento mais difícil.
A memória vive entre vários países
Fotografias podem estar em Portugal, cartas em França, áudios no telemóvel de um filho e datas na memória de um irmão. Reunir tudo exige método, mas pode ser feito à distância.
A voz acrescenta o que o texto não mostra
O sotaque, as pausas, o riso e a forma de escolher as palavras fazem parte da história. Uma transcrição facilita a leitura; o áudio conserva a presença.
Para aprofundar este tema, consulte o guia sobre famílias portuguesas no estrangeiro e transmissão das raízes e o artigo dedicado aos avós portugueses em França.
Mais do que uma biografia escrita
Guardar a história significa reunir voz, imagens e contexto
Uma memória ganha profundidade quando a família consegue identificar as pessoas de uma fotografia, localizar uma casa, datar uma carta ou ouvir a voz de quem descreve o acontecimento.
O objetivo não é transformar todas as lembranças em factos perfeitos. A memória pode hesitar ou apresentar versões diferentes. O importante é indicar quem contou, em que contexto e quais documentos ajudam a situar a história.
- legendar fotografias com nomes, lugar e data aproximada;
- guardar os áudios fora de um único telemóvel;
- organizar as respostas por temas e períodos da vida;
- permitir que a pessoa reveja o texto antes da impressão.
Veja também como preservar as memórias dos pais e como gravar a voz da família com cuidado.
O processo Minha História
Da primeira pergunta ao Livro de Memórias
O método foi criado para famílias que querem avançar sem pedir ao familiar que escreva sozinho um livro inteiro ou aprenda uma nova plataforma.
36 perguntas
São enviadas três perguntas por semana, ao longo de 12 semanas, para criar uma narrativa progressiva e não uma entrevista exaustiva num só dia.
Respostas pelo WhatsApp
A pessoa pode responder por áudio, texto, fotografias ou vídeo, de acordo com a forma que lhe for mais natural.
Edição em português
As respostas são transcritas, organizadas e revistas em português de Portugal, procurando conservar a voz e o sentido do narrador.
Validação e impressão
A família revê o PDF antes da impressão. O resultado é um livro de capa dura com fotografias e QR codes ligados às gravações de voz.
Quer ver o resultado antes de começar?
Responda gratuitamente a uma pergunta e descubra como uma memória pode ser organizada numa página.
Uma história contada com respeito
O livro deve continuar a pertencer à pessoa que viveu a história
Recolher memórias familiares não significa pressionar, dramatizar ou transformar cada silêncio num problema a resolver.
Consentimento claro
A pessoa deve saber o que será gravado, como será usado e quem terá acesso ao livro, aos áudios e às fotografias.
Direito a corrigir
Antes da impressão, o narrador ou a família pode rever o PDF, corrigir informações e pedir a retirada de uma passagem.
Fidelidade sem rigidez
O trabalho editorial melhora clareza e estrutura sem inventar episódios, atribuir emoções ou apagar a forma pessoal de contar.
Para preparar uma conversa delicada, veja como entrevistar os pais sem ser invasivo.
E a sua família?
Talvez a primeira história esteja a uma pergunta de distância
Pode ser a infância da sua mãe, a viagem do seu pai para França, a receita que a avó fazia sem medidas ou a primeira casa de um casal que começou a vida noutro país.
Não é necessário começar por uma pergunta profunda. Uma lembrança concreta costuma ser mais simples: como era a cozinha da casa onde cresceste?, quem te ensinou o teu primeiro trabalho? ou qual era a música que se ouvia em casa?
Pode descobrir outras ideias no artigo sobre 36 perguntas para conhecer melhor os pais ou começar com uma conversa de cinco minutos.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre a publicação e a Minha História
O que publicou o jornal BOM DIA sobre a Minha História?
O jornal publicou um artigo sobre a origem do projeto, a conversa de Marvin Munos com a sogra portuguesa e a proposta de transformar histórias da diáspora em livros de memórias através do WhatsApp.
Onde posso ler o artigo original?
O texto está disponível no site do BOM DIA. Nesta página, os botões “Ler no BOM DIA” e “Abrir o artigo original” levam diretamente à publicação.
O que é a Minha História?
É um serviço de criação de livros de memórias para famílias portuguesas. Ao longo de 12 semanas, são enviadas 36 perguntas pelo WhatsApp e as respostas são organizadas, revistas e transformadas num livro de capa dura.
É preciso saber escrever bem?
Não. A pessoa pode responder como fala habitualmente, sobretudo por áudio. A equipa organiza e revê o texto sem inventar episódios nem apagar o tom pessoal.
Funciona quando a família vive em países diferentes?
Sim. As perguntas e respostas circulam pelo WhatsApp, o que permite que quem oferece e quem conta a história estejam em Portugal, França, Suíça, Luxemburgo, Bélgica ou noutro país.
O livro pode incluir a voz e fotografias?
Sim. O projeto aceita fotografias e respostas por áudio. O livro pode integrar QR codes para ouvir as gravações originais, além do texto revisto.
A família pode rever o livro antes de imprimir?
Sim. É enviado um PDF para validação, permitindo corrigir nomes, datas, legendas e passagens antes da impressão do livro de capa dura.
Fontes e transparência
Ligações verificadas em 7 de julho de 2026. Esta página é publicada pela Minha História e resume uma cobertura alojada num meio externo.
Para continuar a ler
Histórias, voz e raízes familiares
A primeira pergunta pode ser simples
A história da sua família merece ser ouvida na voz de quem a viveu
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